terça-feira, 14 de setembro de 2010

Futuro do feminismo depende dos homens

Katrin Bennhold



Em 1965, minha mãe era a única estudante de engenharia em sua classe na Alemanha. Não havia banheiro feminino exceto no porão, onde as faxineiras tinham seus armários e seu professor pedia a ela que encontrasse rapidamente um marido, para que ela não fracassasse nas provas.

O feminismo naquela época era bem claro: tratava-se de mulheres cerrando fileiras para combater o sexismo flagrante, receber educação e ir trabalhar. Era, como minha mãe disse recentemente, “a respeito das mulheres entrarem no mundo dos homens”.

O feminismo do futuro está se transformando em atrair os homens para o universo das mulheres – como pais envolvidos, parceiros iguais no lar e embaixadores da igualdade de gênero, do gabinete à sala da diretoria.

No início do século 21, as mulheres no mundo desenvolvido se veem em um lugar peculiar. Com os meninos fracassando na escola e os homens da classe operária perdendo seus empregos para a crise econômica, acadêmicos preveem não apenas “A Morte do Macho” (“Foreign Policy”, setembro de 2009), mas “O Fim dos Homens” (“The Atlantic”, julho/agosto de 2010).

A realidade é mais cheia de nuances. As mulheres obtêm mais doutorados, mas menos dinheiro. Elas superam em número os homens na força de trabalho, mas ainda são responsáveis por grande parte do trabalho doméstico. Elas tomam as decisões de consumo, mas dirigem apenas 3% das empresas da “Fortune 500”.

“Na teoria, nós agora temos direitos iguais”, suspirou uma alta executiva de uma multinacional francesa, que de forma reveladora pediu anonimato por temer irritar os homens de sua empresa. “Na prática, nós ainda temos bebês.”

No mundo ocidental, a maternidade continua sendo uma barreira para a igualdade de gênero. Até terem filhos, as mulheres jovens atualmente ganham quase o mesmo que os homens e sobem na escada da carreira em um ritmo semelhante. Com os bebês frequentemente vêm interrupções na carreira, trabalho em meio expediente e uma existência corrida em dois turnos que significa o sacrifício dos contatos informais, como as experiências de beber cerveja e formar laços após o expediente, frequentemente cruciais no momento da promoção.

Até o momento, o instinto dos políticos, empresas e mulheres geralmente tem sido aumentar seu foco nas, bem, mulheres.

Muitos países ocidentais protegem os empregos das mulheres durante a licença maternidade e vários oferecem às mães o direito de jornadas reduzidas. No mundo corporativo, as diretoras de recursos humanos fazem lobby por horários de trabalho flexíveis e as diretoras de diversidade organizam programas de apoio às mulheres. Redes de contato de executivas, onde as mulheres podem desenvolver laços, estão crescendo. E em inúmeras conferências de mulheres, estas debatem com outras mulheres a respeito de mulheres e desenvolvem ainda mais laços.

Na melhor das hipóteses, essas iniciativas são boas para dicas e para o moral. Na pior, elas prendem as mulheres ao seu papel de protetoras primárias. O que não fazem é colocar mais mulheres em posições de liderança.

“Nós temos que acordar”, disse Avivah Wittenberg-Cox, presidente-executiva da 20-first, uma consultoria de gestão de gênero. “Nós temos que começar a nos concentrar nos rapazes.”

A única coisa que pode igualar o campo de jogo no trabalho é igualar o campo de jogo em casa. E isso requer uma grande mudança na política pública e na cultura corporativa.

Nos poucos países onde os pais têm licença paternidade em uma escala significativa, essa licença é altamente remunerada e não transferível à mãe. De forma previsível, os nórdicos lideram o caminho. A Islândia, que está mais próxima de atingir igualdade de gênero segundo o índice de desigualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial, foi mais longe, reservando três meses de licença para os pais. Nove entre 10 homens islandeses tiram licença para ficar com seus bebês. Uma legisladora, Drifa Hjartardottir, descreveu a lei de 2000 como “um dos maiores e mais importantes passos voltados à igualdade de gênero desde o direito de votar das mulheres”.

Foi necessário um primeiro-ministro para vender a legislação ao país e foram necessários líderes masculinos na Suécia e Noruega para aprovação de leis semelhantes. Foi um homem que defendeu uma cota para conselho diretor na Noruega, obrigando as empresas a preencherem pelo menos 40% das cadeiras com mulheres.

Uma primeira-ministra espanhola conseguiria nomear um gabinete com 50% de mulheres em 2004?

É improvável, pensa Celia de Anca, da IE Business School em Madri. “Quando você quer mudar uma cultura”, ela disse, “é mais fácil para um representante daquela cultura vender a mudança”.

Basicamente, os homens são feministas mais eficazes, porque isso aumenta a probabilidade de outros homens escutá-los.
Isso também vale para os negócios. Modelos de líderes femininas importam, disse De Anca. Mas modelos masculinos que tiram licença para ficar com seus bebês, encerram o expediente em um horário decente, promovem as mulheres e transmitem a notícia para seus colegas masculinos talvez importem ainda mais.

Mas a mensagem está sendo transmitida.

Na França, por exemplo, o Institut d’Études Politiques está transformando os estudos de gênero parte do currículo básico para todos os alunos a partir de 2011. A Deloitte France está promovendo uma iniciativa neste mês para educar os homens de seu quadro a respeito da diversidade de gênero. Um punhado de empresas, incluindo a gigante nuclear Areva (dirigida por uma mulher), colocou homens encarregados de gênero.

Jean-Michel Monnot, chefe do programa de diversidade europeia da empresa de serviços de alimentação Sodexo, diz que seu gênero é seu maior ativo no convencimento de seus colegas de empresa a promoverem mulheres: “É preciso falar a linguagem dos homens”.

Poucos homens são abertamente sexistas atualmente, ele disse. Mas eles não pensam duas vezes a respeito de marcar reuniões em horários tardios. Alguns que dão a promoção ao sujeito em vez da mãe recente se consideram atenciosos.

Monnot, que até 2007 dirigiu 60 locais de produção, fala por experiência. Foi necessário um homem e outro fã de esportes para fazer com que ele entendesse a questão, ao explicar para ele em um balcão de bar, certo dia, por que gostava de uma boa mistura de gênero em suas equipes. Ela melhorava o ambiente, dava origem a novas ideias e estava mais de acordo com os clientes da Sodexo.

“Até então, eu não achava que havia um problema e certamente não pensava em mim mesmo como sendo o problema”, disse Monnot. Agora ele viaja até as instalações de sua empresa encorajando os gerentes a encerrarem o expediente às 19h e aos pais recentes a optarem pelo meio expediente “para dar o exemplo”.

Dar à próxima geração fortes figuras paternas não apenas ajudaria a explodir o teto de vidro, como também seria a melhor esperança para esses meninos que fracassam na escola, que carecem de modelos masculinos.

Os homens têm muito a ganhar com a ascensão das mulheres, disse Joanne Dreyfus, uma auditora da Deloitte, em Paris, apontando que no momento três quartos dos que estão tirando proveito do esquema de horário flexível da empresa são mulheres.

Colocando de outra forma: a fronteira final da liberação das mulheres pode ser a liberação dos homens.


Tradução: George El Khouri Andolfato

Livros de ensino religioso em escolas públicas estimulam homofobia e intolerância

Uma pesquisa da UnB (Universidade de Brasília) concluiu que o preconceito e a intolerância religiosa fazem parte da lição de casa de milhares de crianças e jovens do ensino fundamental brasileiro. Produzido com base na análise dos 25 livros de ensino religioso mais usados pelas escolas públicas do país, o estudo foi apresentado no livro “Laicidade: O Ensino Religioso no Brasil”, lançado em Brasília.

“O estímulo à homofobia e a imposição de uma espécie de ‘catecismo cristão’ em sala de aula são uma constante nas publicações”, afirma a antropóloga e professora do departamento de serviço social, Débora Diniz, uma das autoras do trabalho.
A pesquisa analisou os títulos de algumas das maiores editoras do país. A imagem de Jesus Cristo aparece 80 vezes mais do que a de uma liderança indígena no campo religioso (que ficou limitada a uma referência anônima e sem biografia), 12 vezes mais que o líder budista Dalai Lama e ainda conta com um espaço 20 vezes maior que Lutero, referência intelectual para o Protestantismo. João Calvino nem mesmo é citado.
O estudo aponta que a discriminação também faz parte da tarefa. Principalmente contra Homossexuais. “Desvio moral”, “doença física ou psicológica”, “conflitos profundos” e “o Homossexualismo não se revela natural” são algumas das expressões usadas para se referir aos homens e mulheres que se relacionam com pessoas do mesmo sexo.
Um exercício com a bandeira das cores do arco-íris acaba com a seguinte questão: “Se isso (a Homossexualidade) se tornasse regra, como a humanidade iria se perpetuar?”.
O ensino religioso também ataca os Ateus. A pesquisadora afirma que o estímulo ao preconceito chega ao ponto de associar uma pessoa sem religião ao nazismo – ideologia alemã que tinha como preceitos o racismo e o antissemitismo, na primeira metade do século 20.

“É sugerida uma associação de que um Ateu tenderia a ter comportamentos violentos e ameaçadores”, observa Débora. “Os livros usam de generalizações para levar a desinformação e pregar o cristianismo”, completa a especialista, uma das três autoras da pesquisa.
Os números contrastam com a previsão da Lei de Diretrizes e Base da Educação de garantir a justiça religiosa e a liberdade de crença. A lei 9475, em vigor desde 1997, regulamenta o ensino de religião nas escolas brasileiras.

“Há uma clara confusão entre o ensino religioso e a educação cristã”, afirma Débora. A antropóloga reforça a imposição do catecismo. “Cristãos tiveram 609 citações nos livros, enquanto religiões afro-brasileiras, tratadas como ‘tradições’, aparecem em apenas 30 momentos”, comenta a especialista.

Já Tatiana Lionço, psicóloga que também participou da análise dos títulos, o grande problema é o fato de o Estado não monitorar o conteúdo dos livros religiosos usados pelas escolas do Brasil. "Não há qualquer tipo de controle. O resultado é a má formação dos alunos", considera. Ainda segundo Tatiana, o modelo do ensino religioso não costumar levar em conta a laicidade do Estado. "Se o Estado deveria ser laico, por que ensinar religião nas escolas?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Papa e a homofobia

Tomado de: ensentidocontrario.com
Link: http://ensentidocontrario.com/2482/el-papa-arremete-nuevamente-contra-bodas-gay-y-familias-alternativas/

El Papa arremete nuevamente contra bodas gay y familias alternativas

Enviado el 13 Septiembre 2010

El Papa Benedicto XVI volvió a reprobar las leyes que aceptan las llamadas “familias alternativas” y las uniones entre personas del mismo sexo porque, dijo, se trata de normativas que provocan confusión sobre los valores de la sociedad.

Las declaraciones formaron parte de un discurso dirigido a Walter Jurgen Schmid, nuevo embajador de Alemania ante El Vaticano, quien presentó sus cartas credenciales al pontífice en una audiencia privada en la residencia de verano de la Sede Apostólica en Castelgandolfo, al sur de Roma.

“La Iglesia ve con preocupación el creciente intento por eliminar el concepto cristiano del matrimonio y familia de la conciencia de la sociedad”, afirmó.

Insistió en que el “matrimonio se manifiesta como la unión duradera entre un hombre y una mujer, que tiende siempre a la transmisión de la vida humana y que permite a los compañeros relacionarse mutuamente para siempre”.

En este año tan difícil para la iglesia debido a que cientos de miles de casos de abusos sexuales y asesinatos a menores han visto la luz, la jerarquía católica esta haciendo un énfasis especial en la negación del matrimonio homosexual adoptándolo como su caballo de batalla.

Los escándalos sexuales que van más allá de los abusos y pasan por ocultación de información a las autoridades de la misma cabeza del vaticano han hecho que la Iglesia de la media vuelta y se haya puesto a considerar la homosexualidad y la legalización del matrimonio homosexual como el mayor pecado de la humanidad.



Nuevos países con nuevos derechos

Argentina y Portugal dos países de tradición católica han visto reconocidos recientemente los derechos de gays y lesbianas entorno al matrimonio. Lo mismo ha pasado con el estado de México DF, en Estados Unidos se están viendo avances en torno a los derechos LGBT y por primera vez la sociedad norteamericana aprueba masivamente el matrimonio homosexual. Islandia también ha aprobado una ley de matrimonio homosexual este mismo año.



Divorcio e igualdad de generos

La Iglesia católica apostólica y romana se esta dando cuenta que una vez más la sociedad esta dando un gran paso para eliminar la discriminación que ellos mismos impusieron al colectivo homosexual. El divorcio y la igualdad (legal) de los géneros estuvieron en otros tiempos en su lista de reprobaciones, hoy estos temas han sido dejados de lado por motivos más que obvios, a nadie se le ocurriría prohibir el divorcio o hablar en contra de la igualdad de sexos. Y por el camino que van los hechos y sobre todo con la rapidez que van, a la Iglesia le queda ya poco tiempo para meter sus narices en otros menesteres.

La pregunta del millón sigue siendo la misma, ¿porque los curas pederastas no están en la cárcel, al igual que otros pederastas? ¿por que los curas pedófilos que van a la cárcel cumplen condenas tan desorbitadamente inferiores a los que no son curas?



Publicado por Alvaro Llàcer

Homem em obras

Homem em obras - Folha de São Pauo, 12 de setembro
Enviado por: "Lula Ramires" lularamires@yahoo.com.br lularamires
Dom, 12 de Set de 2010 9:26 pm



Homem em obras
Neste mês em que o Conselho Federal de Medicina liberou as cirurgias de extirpação de útero, ovários e seios, dois transexuais concordam em dar as caras e sair à luz do dia

Leticia Moreira/Folhapress

O chapeiro João Vitor Gonçalves dos Santos, 25, em sua casa em Tamandari (RS)

LAURA CAPRIGLIONE
GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

"Sou um homem que nasceu com defeito no órgão genital", define João Vitor Gonçalves dos Santos, 25. O "defeito", segundo ele, é ter vindo ao mundo com vagina, útero e ovários -por isso, recebeu o nome de Josiane. Na adolescência, como acontece com qualquer menina, cresceram-lhe também os seios.
Agora, o rapaz terá mais chances de "corrigir" o corpo que tem, e que nunca aceitou. Desde o início de setembro, transexuais como ele já podem extirpar -em hospitais públicos ou privados- útero, ovários e mamas.
Também podem se submeter a tratamentos hormonais que estimulam o surgimento de caracteres masculinos, como a voz grossa e barba.
Antes, os procedimentos eram considerados "experimentais" e só eram feitos nos poucos hospitais que se submetem aos restritivos protocolos da pesquisa científica.
Segundo a nova resolução do Conselho Federal de Medicina, ainda se considera "experimental" a cirurgia chamada "neofaloplastia", que consiste em criar um pênis a partir de pele retirada de outras partes do corpo.
Mas já é um avanço imenso. "Depois que eu retirar os peitos, poderei vestir camiseta sem manga, em vez de viver me escondendo por baixo de camadas e mais camadas de camisas e casacos", diz João Vitor, vozeirão de homem muito macho.
Os depoimentos dele e de Fonseca (ambos concordaram em posar) mostram que outro tipo de sexualidade resolveu sair do armário da clandestinidade no Brasil.
Porque, se gays, lésbicas e robertas close já viraram arroz de festa, transexuais masculinos (que nasceram mulheres) pareciam quase uma quimera. Não são.
A seguir, as histórias dos dois homens em luta contra a própria natureza:

"As lésbicas são mulheres, eu não sou"

Fonseca está em transformação há dois anos, desde que descobriu o tratamento e a existência de pessoas como ele

Enquanto não faz a cirurgia, transexual usa várias camisetas e uma faixa para apertar os seios sob o terno

DE SÃO PAULO

Depoimento de Renato Fonseca, 43, nascido Rosane Oliveira da Fonseca. Profissão: serigrafista. Casado há 11 anos. Vive em Porto Alegre.
Eu nasci em um corpo errado. Meu pai é funcionário público aposentado e a mãe é dona de casa e costureira.
Sempre fui assim, desde criança. Quando cheguei aos 18, saí de casa para me assumir plenamente.
Todas as pessoas como eu tiveram problema com a mãe. O pai em geral não está nem aí. A mãe é que é mais complicado.
Nunca vesti roupas de menina. Na escola, a sorte era que o uniforme era abrigo e tênis -graças a Deus. Sempre tive apelidos masculinos (Falcão, Rique). E só brincava com os meninos.
Se você me olha, você vê claramente que sou um homem. Lésbicas são mulheres. Eu, não. Me sinto como homem. Penso como um.
Os homens são mais grosseiros. As mulheres são mais delicadas, mais cheias de ai-ai-ai. Eu não sou assim. Comigo é tudo na base dos trambolhões.
Aos 16 anos, namorei pela primeira vez uma mulher. Ela tinha 26 e sempre me tratou como um menino.
Na minha empresa, todo mundo sabe que nasci mulher, mas me chamam de Fonseca. E estão acompanhando a minha transformação. Estou criando barba, bigode, a voz está engrossando cada vez mais. E está todo mundo tranquilo.
Se eu soubesse que havia esse tipo de tratamento [hormonal, para o desenvolvimento de caracteres secundários masculinos], teria ido antes. Há dois anos estou lá.
Quando cheguei, foi uma felicidade. Até então eu só conhecia lésbicas, heterossexuais e transexuais que querem ser mulheres.
De dois anos para cá, já encontrei umas 15 pessoas como eu. E está aparecendo cada vez mais gente.
Eu fiquei feliz de saber que isso era possível. Quando eu vi o Paulo, braços cabeludos, barba... Ali estava alguém que tinha sido uma guria. Era uma transformação incrível.
A parte de cima me incomoda muito. Para mim, não faz parte. Eu chego em um lugar, de barba e bigode, e está tudo ok. Mas quando a pessoa vê o peito, começa a me estranhar: isso aí é um homem ou uma mulher? Se eu não tiver o peito, ela não vai pensar assim.
Meu peito é tamanho médio, mais ou menos, nem sei direito. Eu não me olho muito. Para esconder o peito, uso três camisetas, faixa para apertar e terno.
Em março de 2009, comecei a fazer o tratamento hormonal. De lá para cá, a minha voz engrossou mais. Fiquei um pouco mais agressivo, mais possessivo, mais estourado. Já estou com barba e bigode, com pelos na barriga. Parou a menstruação. Aumentou a minha libido e meu clitóris cresceu. Está do tamanho do dedo mindinho.
Tem gente no grupo [de transexuais como Renato] que tenta fazer xixi de pé, mas para mim isso não importa.
Minha esposa -sou casado há 11 anos com uma mulher muito feminina- diz que não tem necessidade de eu fazer a operação na parte de baixo. Ela já está bem contente [risos].
Hoje, eu entrei no banheiro e olhei meu rosto no espelho. Que alegria ver todos aqueles pelos da barba. Já é uma transformação e tanto, mas quero chegar em um tórax sem peito e todo peludo.

Mudança de sexo pode levar mais de dois anos

DE SÃO PAULO

O procedimento até a cirurgia de redesignação sexual é longo, e obedece os critérios estabelecidos pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).
O interessado em se submeter à mudança deve ser maior de 21 anos e precisa ter sido diagnosticado como transexual por uma equipe de psicólogos e psiquiatras.
Insatisfação duradoura com o próprio sexo e o desejo expresso de eliminar os genitais são questões avaliadas pela equipe por, pelo menos, dois anos.
Então o tratamento hormonal -testosterona no caso das mulheres- tem início e, em meses produz os primeiros efeitos: crescimento da barba, engrossamento da voz e aumento do tamanho do clitóris.
Se quiser, o paciente pode ainda se submeter à mastectomia (retirada das mamas) e realizar operações para eliminar útero, trompas, ovário e vagina.
Mas para o urologista Carlos Cury, especialista em cirurgias de transgenitalização, boa parte já se satisfaz em retirar os seios:
"Isso já causa um impacto emocional, esses pacientes têm uma necessidade muito grande de se mostrar como homens."
A neofaloplastia (realizada pelo alongamento do clitóris ou da construção de um pênis na musculatura do antebraço da pessoa) é experimental.
A Organização Mundial da Saúde considera a transexualidade um distúrbio, e é essa caracterização que facilita o acesso à cirurgia, lembra Alexandre Saadeh, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.
"O SUS só paga a cirurgia porque esse fenômeno é considerado um transtorno. Se não fosse, essas operações seriam tidas como meramente estéticas."

Frases

"Eu não gosto de ser chamado de lésbica. Sinto-me totalmente homem -como um homem que nasceu com um defeito nos órgãos genitais, só isso"

"Agora, chega o verão, o pessoal quer mostrar o corpo. Eu, que vivo a poucas quadras da praia, tenho de me esconder. É o meu período de hibernação"

"Os homens são mais grosseiros. As mulheres são mais delicadas, mais cheias de ai-ai-ai. Eu não sou assim. Comigo é tudo na base dos trambolhões"

Mudança de sexo para transexuais masculinos

Enviado por: "vulneraveis@crt.saude.sp.gov.br" vulneraveis@crt.saude.sp.gov.br
Dom, 12 de Set de 2010 1:18 pm



Olá!

Notícia importante, para conhecimento de tod@s!
Mais uma vitória para a comunidade LGBT.

Clique no link abaixo para ler o texto completo:

Conselho de medicina libera procedimentos de mudança de sexo para mulheres
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/792876-conselho-de-medicina-libera-procedimentos-de-mudanca-de-sexo-para-mulheres.shtml

Comentário: E não é que as coisas parecem estar caminhando?!!! Bjs a tod@s!

Folha.com
http://www.folha.com.br/